E ainda é bonita!!!

E ainda é bonita!!!

A escolha de Sarah Palin para vice na chapa de John McCain foi um golpe poderoso dos republicanos na campanha presidencial americana.

Se Obama tinha a vantagem de parecer o novo, McCain aponta para a possibilidade de ter uma mulher como vice-presidente americana, o que também é novo. E uma mulher com posições conservadoras firmes e com capacidade administrativa.

McCain prova mais uma vez que não é, de modo algum, escada para a triunfal vitória do Barack. É um adversário duro. São grandes as chances do barco dos democratas ir a pique.

Os democratas criticam Sarah Palin por ter demitido um cunhado, que se separou de sua irmã. Começam a ridicularizar o problema de sua filha, Bridget, mas a governadora do Alasca deu uma resposta à altura, deixando bem claro o seu posicionamento contra o aborto.

Não se trata de uma mulher qualquer. Jovem, muito bonita e firme em suas decisões, Sarah Palin começa a eclipsar o “fenômeno” Barack Obama, que, ao que tudo indica, começa a perder a sua aura de novidade.

E faltam ainda dois longos meses (para os democratas) para as eleições…

 

 

Em jornalismo, a pauta é a orientação que os repórteres recebem, descrevendo que tipo de reportagem será feita, com quem deverão falar, como e onde. Vale dizer que nem sempre a pauta é escrita e premeditada. Ao ver um incêndio, um repórter já encontrou a sua pauta. Antes, nos jornais, havia a figura do pauteiro; hoje, são os editores e sub-editores que elaboram as pautas, que são discutidas com os repórteres.

Aos repórteres, cabe elaborar que tipo de abordagem será feita, podendo até acrescentar elementos ou mesmo modificar o rumo da pauta. Recentemente o repórter Marcos Losekann, da Globo, foi fazer uma reportagem sobre uma lanchonete no Líbano e, enquanto faziam filmagens, foram seqüestrados por membros do Hezbollah, para “prestarem esclarecimentos”. O fato fez com que o repórter mudasse a sua pauta.

A crítica mais contundente à imprensa nos tempos hodiernos recai exatamente sobre as pautas selecionadas pelos editores e sub-editores dos jornais e agências de notícias. Antes os mestres do jornalismo buscavam a imparcialidade, ou seja, buscar os dois lados da notícia, mostrar a amplitude do fato para que o leitor, ou ouvinte, ou espectador tirasse a sua própria conclusão. É fato que a imparcialidade plena não existe. Por mais que tente, o jornalista está preso a uma ou outra visão de mundo e, por conseguinte, acaba por refletir tal visão. Em um mundo ideal, o jornalista deveria mostrar aos seus leitores qual é o seu viés ideológico. Mas não é assim que a banda toca…

A idéia deste artigo me veio por estranhar a postura da imprensa brasileira na cobertura das eleições presidenciais americanas. Parece que há um só candidato e, o que é pior, ele já está virtualmente eleito: é o democrata Barack Obama. Não se fala sobre John McCain. Não vi nenhuma capa (posso estar enganado…) com a figura rotunda e bonachona de McCain. Ele tem sido apenas o candidato que vai ficar em segundo. Ele não tem opinião. Ele é quase invisível.

herói da imprensa tupiniquim!

Obaman: herói da imprensa tupiniquim!

Já Obama vem sendo cantado em verso e prosa. É o primeiro negro com chances reais a chegar na Casa Branca. Fez uma turnê bastante aplaudida na Europa. É casado com uma mulher de personalidade forte. É um cara legal, enfim. Os jornais e revistas brasileiros parecem fazer campanha para o candidato democrata.

McCain só aparece quando fala de Obama.

o homem invisivel?

McCain: o homem invisível?

O que ninguém procura investigar é por que Obama vem rolando ladeira abaixo nas pesquisas. As últimas notícias do Gallup informam que McCain ultrapassou em 2% o candidato Obama. Ou McCain está fazendo uma campanha espetacular ou a rejeição a Obama é uma realidade crescente. No entanto, a convenção democrata ganha ares de evento olímpico e, da forma como é tratada pela imprensa tupiniquim, parece certa a vitória de Obama.

Recentemente a Câmara dos Deputados retirou do projeto que cria a Lei Nacional de Adoção a expressão “casal homoafetivo”. Soube disso por meio de alguns blogs de direita, pois a grande imprensa deixou tal fato transcorrer in albis. Mas, no domingo, o “Fantástico”, da Rede Globo, mostrou a adoção de uma menina por um casal gay de maneira muito positiva. Aliás, a causa gay é sempre tratada por um prisma positivo, colorido, pela nossa imprensa. Da mesma forma, as questões relacionadas ao aborto. Em outras palavras: para a maior parte dos pauteiros, editores e sub-editores da grande imprensa brasileira, o que for de esquerda é bom; o que for conservador é mau; o que for de direita é mau; o que for religioso (leia-se católico) é intrinsecamente mau.

Só na blogosfera é que ainda encontramos as vozes dissonantes.

Graças a Deus!

Dessas coisas o Boff não fala...

Dessas coisas o Boff não fala...

 

 

O texto abaixo é de Ênio José Toniolo. E ele fala sobre um mito esquerdista que diz serem os seus expoentes vindos das classes oprimidas. Será verdade? Leia e se deleite!

A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS

Ênio José Toniolo

A esquerda costuma espalhar o mito de que seus expoentes são operários de salário mínimo, meeiros, bóias-frias, pobres criaturas suburbanas. A direita seria formada de latifundiários, grã-finos, freqüentadores das colunas sociais. Ora, nada mais contrário à realidade dos fatos. E menciono alguns, apenas para comprovar.

 

Iniciemos pelo patriarca da esquerda: Karl Marx casou-se com uma aristocrata alemã, Jenny von Westphalen, descendente, pelo lado materno, da alta aristocracia da Escócia e filha de um nobre.[1] Ela usava nos cartões de visita o título de Baronesa von Westphalen:[2]

Sra.KARL MARX
nascida baronesa JENNY VON WESTPHALEN

O próprio Marx pouco trabalhou, vivendo às custas das mesadas de seu companheiro de idéias, Friedrich Engels - filho de grande burguês, diz Garaudy.[3] Assim, o Manifesto do partido comunista foi o fruto da colaboração de dois jovens prussianos burgueses, ajudados por uma aristocrata.[4] Engels deu a Marx dinheiro suficiente para viver com folga o resto da vida e até mesmo para que um genro de Marx adquirisse um verdadeiro palacete de trinta aposentos.[5] Dentre os comunistas mais chegados a Marx, praticamente nenhum era proletário no sentido comunista da palavra.[6] Marx não dava muita atenção a seus parentes próximos, porém orgulhava-se dos ricos primos Philips da Holanda – conhecidos fabricantes de eletrodomésticos.[7]
O libertário Pedro Kroptkine pertencia a uma das mais velhas famílias da nobreza russa. Seu pai tinha terras onde ocupava cerca de mil e duzentos trabalhadores, em três províncias russas. Dispunha de cinqüenta criados na residência em Moscou, e vinte e cinco na casa de campo.[8] Também o guerrilheiro Pol Pot nunca trabalhou.[9]

Trotksy era filho de um rico proprietário de terras.[10]

Malenkov, como Lenine e outros bolchevistas, era filho de pais abastados.[11]

Mao Tse-Tung não foi diferente: era filho de um próspero agricultor[12], “que logo se tornaria o mais rico de seu vale.”[13]

Caio Prado Júnior era herdeiro de uma das mais abastadas famílias do país – dona de fazendas e indústrias - e fez uma parte de seus estudos secundários na Inglaterra.[14] Morava no “bairro dos ricos autênticos, com tradição e fidalguia”: Higienópolis.[15]

Jean-Paul Sartre costumava andar com um milhão de francos no bolso, na época cerca de 37 salários mínimos brasileiros.[16]

O pai de Fidel Castro era um latifundiário que possuía oitocentos hectares de terras e arrendava outros dez mil.[17] Nunca se soube que o ditador cubano tivesse algum emprego. Seu companheiro Che Guevara confessa: Nenhum dos guerrilheiros que se estabeleceram na Sierra Maestra teve um passado de operário ou camponês, ninguém passou fome, a não ser transitoriamente durante os anos de guerrilha.[18]

Salvador Allende era filho de advogado, neto de médico e descendente de importantes personagens da independência chilena; casou-se com a filha de uma respeitável família e morou sempre nos melhores bairros de Santiago. Nunca disfarçou a inclinação pelos bons vinhos, pratos refinados e coleções de obras de arte. Em seu bem fornido guarda-roupa enfileirava-se uma numerosa coleção de ternos de impecável corte, finos sapatos e duzentas gravatas, sobre as quais usava sempre uma pérola. Pouco exerceu a Medicina, já que foi senador por 25 anos, com mordomias garantidas.[19]

Olof Palme, o ex-primeiro ministro sueco, era “o mais esquerdista dos líderes ocidentais” – mas nascera na classe abastada.[20]

O falecido líder do PC italiano, Enrico Berlinguer, descendia de marqueses catalães, e seu nome figurava no “Livro de Ouro da Nobreza Européia”. Costumava passar as férias na Sardenha natal, onde velejava em seu barco. Ele e o irmão chegaram a possuir uma ilha particular, de 110 hectares.[21] Por outro lado, o senador mais rico da Itália, em 1988, Guido Rossi, pertencia ao Partido Comunista.[22]

Mateotti, o socialista morto pela polícia de Mussolini, era filho de ricos agricultores.[23]

François Mitterrand possuía uma residência em Paris, uma casa na praia, dois pequenos terrenos no campo, além do saldo bancário.[24]

Gabriel García Márquez, grande amigo de Fidel Castro, recebia em 1981, só de direitos autorais, 22 milhões de cruzeiros, cerca de 170 mil dólares por ano.[25] Em entrevista, admitiu que sua obra lhe proporcionava entre 350.000 e 400.000 dólares anuais.[26]

Jorge Amado revela num escrito autobiográfico: Era filho de fazendeiro, assim como vários amigos seus.[27]

A mãe de Olga Benário (amante e talvez esposa de Luís Carlos Prestes) morava na capital da Baviera, em casa elegante, cheia de objetos de arte. O primeiro amante de Olga, Otto Braun, era comunista chique, de gravata meticulosamente amarrada, cabelos ajeitados com brilhantina, calças bem vincadas, e cachimbo aristocrático.[28] Aliás, se alguém procurar a carteira profissional de Prestes vai ter uma surpresa. Parece que sua última ocupação fixa foi ali por 1922, quando era capitão do Exército. O Secretário-Geral do PC gostava só de música clássica.[29]

Ao falecer no Uruguai, João Goulart, latifundário herdeiro de imensa fortuna pessoal,[30] morava numa fazenda de 3.600 hectares, com 6.000 ovelhas e 3.000 cabeças de gado Hereford.[31] Tinha várias outras propriedades, tanto que um seu filho natural, Noé Silveira, recebeu de herança uma fazenda em São Borja, com 2.232 hectares, uma casa, um terreno e boa soma em dinheiro.[32] No final do processo de investigação de paternidade, Noé recebeu metade dos bens da irmã, Denise, avaliados em cem milhões de dólares.[33] No matrimônio de Denise, aliás, houve “o maior banquete de casamento dos últimos anos”.[34] Outro filho, o João Vicente, possuía uma fazenda de 70.000 hectares no Maranhão.[35] A viúva de Jango, Maria Teresa, pôs à venda um sobrado em Punta Del Este, onde o ex-presidente passou parte do seu exílio; a duas quadras da praia, avaliaram-no em 400.000 dólares.[36]

Sérgio Buarque de Holanda foi um jovem bem-nascido que, formado em Direito, teve uma confortável carreira de burocrata à sua espera.[37]

Nosso paranaense Vieira Neto só bebia uísque escocês, fumava cachimbo com fumo inglês e tinha iate em Guaratuba.[38]

Miguel Arraes, membro de uma das mais tradicionais famílias do alto sertão cearense, nasceu rico e fazendeiro. Casou-se pela primeira vez com uma jovem pernambucana das mais aristocráticas famílias da Zona da Mata, e se tornou concunhado do riquíssimo e poderoso usineiro e senador Cid Sampaio.[39] Ao voltar do exílio, Miguel Arraes instalou-se num palacete, no aristocrático bairro recifense da Casa Forte, cujo aluguel era de Cr$ 30 mil mensais – cerca de 14 salários mínimos.[40] São pitorescas suas negaças à revista Veja (12-07-1979) para não contar exatamente com que meios vivia durante o exílio na Argélia. Disse que foi assessor de algumas empresas, mas não houve jeito de descobrir em quais… Depois de ter vendido o controle que tinha sobre uma livraria de Paris, os interesses da família Arraes na França limitavam-se à empresa Sudhemis, que importava e exportava para a Argélia, Angola e Moçambique.[41]

Fernando Henrique Cardoso foi “o mais distinto scholar marxista a liderar uma nação desde a morte de Lênin. Como um jovem professor, pertencia a um grupo que dissecou cuidadosamente os três volumes de O capital e muitos outros clássicos marxistas.” [42] Declarava-se um intelectual “crítico do imperialismo” e “teórico da dependência”[43] “um intelectual de passado esquerdista”, “egresso do marxismo”[44], que sofreu grande influência de Marx, Sartre, Lukács e Florestan Fernandes.[45] É bisneto de um governador de Goiás e neto de marechal, filho de um general, advogado e deputado.[46] Passou oito anos de seu governo “encenando que brigava com o MST, ao mesmo tempo que alimentava o movimento com gordas verbas e todo tipo de proteção.”[47] Só exigiu que a força do Estado - e até do Exército - se movesse em defesa do direito de propriedade quando o MST ocupou a sua fazenda, em Buritis.

Marta Suplicy, mesmo antes de ingressar na vida pública, não fazia compras em supermercados “nem morta”; ela treinava copeiras a cozinheiras a ponto de se dar ao luxo de nem sequer entrar na cozinha.[48] No final de 2002, estava se preparando para mudar-se com o “namorado” argentino para a casa ocupada pelo ex-marido, Eduardo Suplicy, avaliada em 2,5 milhões de reais - uns 694.400 dólares.[49] Outros detalhes de sua vida nada proletária são bem conhecidos do público.

O então senador José Paulo Bisol (PSB), candidato a vice- presidente na chapa de Lula em 1989 era proprietário da fazenda São Vicente da Direita, com 1.097 hectares, em Buritis, e outra em Unaí, ambas em Minas Gerais.[50]

Leonel Brizola possuía em 1986 um patrimônio avaliado em dois milhões de dólares, representado principalmente por duas fazendas no Uruguai (El Repecho e La Tala de Yi), com 3.181 hectares, onde criava sete mil ovelhas.[51] Com razão um adversário perguntou: “Como pode um dos maiores latifundiários do Sul do País falar em acesso à terra por meio da posse?”[52] Seu candidato a vice-presidente, em 1989, detinha um patrimônio que, só em poupanças, chegava a 37,6 milhões de cruzeiros novos, cerca de 13,6 milhões de dólares.[53] Mais tarde, em 2001, a revista Veja publicou reportagem, sustentando que sua propriedade uruguaia valia 4,5 milhões de dólares; o rebanho estimado era de 16 mil cabeças ¾ 6 mil bois e 10 mil ovelhas. Além disso, recebia três aposentadorias: 5.600 reais como ex-governador do RGS, 6.175 reais como ex-governador do Rio e 980 reais por ter sido duas vezes deputado federal, num total mensal de 12.755 reais.[54]

Experimente alguém reunir quinhentos anticomunistas para um evento, numa capital brasileira; os obstáculos financeiros serão quase intransponíveis. No entanto, um dos últimos eventos do Forum Social Mundial reuniu em Porto Alegre 100.000 pessoas, de 121 países e 5.500 ONGs.[55] De algum misterioso lugar vieram passagens, hotéis e refeições para essa multidão enorme…

Basta de exemplos da “pobreza” da esquerda, meu leitor. E agora, com licença, que como bom “milionário” da direita, vou dar minhas suadas aulas…

 

 

[1] STALLYBRASS, Peter. O casaco de Marx: roupas, memória, dor. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. p. 69.
[2] PADOVER, Saul K. Karl Marx: an intimate biography. (Abridged edition). New York: New American Library, 1980. p. 20, 72 , 75 e 271. GIROUD, Françoise. Jenny Marx; ou a mulher do diabo. Rio de Janeiro: Record, 1996. p. 167.

[3] GARAUDY, Roger. Toda a verdade. Rio: Civilização Brasileira, 1970. p. 31. “Conforme seu desejo, foi cremado e as cinzas espalhadas em Eastbourne, um elegante balneário de Sussex, onde ele amava passear. Apenas oito pessoas estavam presentes.” (GIROUD, op. Cit. P. 23)

MAYO, Henry B. Introdução à teoria marxista. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1966. p. 31.

PADOVER, Saul. Op. cit. 94.

“O único período em que Marx teve qualquer emprego fixo foi de 1852 a 1861, quando trabalhou como correspondente do New York Tribune.” (HOOVER, J. Edgar. Estudo sobre o comunismo. Belo Horizonte: Itatiaia, 1964. p. 34). Boa parte dos artigos foram escritos por Marx, porém assinados por Marx. (GIROUD, op. cit. p. 133)

[4] GIROUD, Françoise. Jenny Marx; ou a mulher do diabo. Rio de Janeiro: Record, 1996. p. 85.

[5] STALLYBRASS, Peter. O casaco de Marx: roupas, memória, dor. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. p. 74, 94 e 289. “(…) Laura e Paul Lafargue compraram uma casa de 35 peças em um parque soberbo, em Draveil.” (GIROUD, op. cit. p. 224)

[6] PADOVER, Saul K. Op. cit. p. 115.

[7] PADOVER, Saul K. Op. cit. p. 7. GIROUD, op. cit. p.115.

[8] KROPOTKINE, P. Em torno de uma vida. Rio de Janeiro: José Olympio, 1946. p. 41.

Increvables anarchistes. Disponível em ; acesso em 20-10-2003.

[9] COURTOIS, Stéphane et alii. O livro negro do comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999. p. 722.

[10] WOOLLEY, Barry. The Darwin/Trotsky connection. Disponível em ; acesso em 16-05-2004.

[11] Morre o stalinista Malenkov. O Estado de São Paulo, 02-02-1988.

[12] CABRAL, Antônio. As revoluções não se fazem com semideuses. O Estado de São Paulo, 07-09-1986.

[13] BOSCOV, Isabela. O maior sanguinário. Veja, nº 1931, p. 124, 16-11-2005.

[14] Veja, nº 1158, p. 44, 28-11-1990,.

[15] GATTAI, Zélia. Anarquistas, graças a Deus. Rio de Janeiro: Record., s/d. p. 13.

[16] Sarte: Auto-retrato aos 70 anos. Manchete, nº 1212, p. 104-111, 12-07-1975.

[17] CHRISTO, Carlos Alberto L. de [Frei Betto]. Fidel e a religião. 15. ed. São Paulo: Brasiliense. p. 96-97.

[18] GUEVARA, Ernesto Che. Textos políticos e sociais. São Paulo: Edições Populares, 1981. p. 95.

[19] A trágica utopia de Allende, o revolucionário. Veja, nº 263, p. 48-49, 19-09-1973.

[20] MACFADEN, Robert D. Aristocrata convertido ao socialismo. O Estado de São Paulo, 02-03-1986, p. 3.

[21] Berlinguer, o “surdomuto”. Veja, nº 405, p. 37-39, 09-06-1976.

[22] AUGELLI, Marielza. Senador mais rico na Itália é do PC. O Estado de São Paulo, 09-03-1988, p. 9.

[23] COLLIER, Richard. Duce! Ascensão e queda de Benito Mussolini. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, s/d. p. 85.

[24] REALI JÚNIOR. Conflito no PS aguarda o gabinete de Rocard. O Estado de São Paulo, 12-03-1988.

[25] EMEDIATO, Luiz Fernando. Pinochet vence. Isso é bom. O Estado de São Paulo, 22-11-1981.

[26] NEPOMUCENO, Eric. Até que caia Pinochet. Veja, São Paulo, nº 625, p. 3, 27-08-1980.

[27] AMADO, Jorge. Navegação de cabotagem. Rio de Janeiro, Record, 1992. p. 469.

[28] MORAIS, Fernando. Olga. 8.ed. São Paulo: Alfa-Ômega, 1986. p. 18.

[29] NATALI, João Batista. Aos 88, Prestes mantém idolatria pela União Soviética. Folha de São Paulo, 04-05-1986. p. 14.

[30] “Como herdeiro de imensa fortuna pessoal e grande proprietário de terras, (…).”(TOLEDO, Caio Navarro de. O governo Goulart e o golpe de 64. 8. ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. p. 14).

[31] João Goulart [1918-1976]. Veja, nº 432, 15-12-1976.

[32] Cr$ 3 bilhões para Noé. O Estado de São Paulo, 16-09-1984.

[33] Termina o processo do filho de Jango. O Estado de São Paulo, 17-08-1988.

[34] Gente. Veja, nº 601, p. 12, 12-03-1980.

[35] Filho de Goulart não vai à Assembléia mas recebe. O Estado de São Paulo, 23-05-1986, p. 2.

[36] Radar. Veja, 20-04-2988. p. 39.

[37] Sérgio Buarque de Holanda [1902-1982]. Veja, nº 713, p. 123, 05-05-1982

[38] TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Respingos. Gazeta do Povo, Curitiba, 27-09-1987.

[39] O Estado de São Paulo, 26-11-1987.

[40] Gazeta do Povo, Curitiba, 17-09-1979.

[41] Radar. Veja, nº 599, p. 23, 27-02-1980.

[42] GOERTZEL, Ted. Still a Marxist. Disponível em Acesso em 03-10-2003.

[43] Perspectivas do governo Lula. Revista Enfrentamento, nº 1, fev. 2003. Disponível em ; acesso em 07-10-2003.

[44] HENRIQUES, LUIZ Sérgio. As idéias fora do lugar. Disponível em ; acesso em 07-10-2003.

[45] Depoimento. Língua e Literatura. São Paulo, v. 10-13, p. 168-169, 1981-84, (Número comemorativo).

[46] Idem, p165.

[47] ALENCASTRO, Cid. Mais um violento golpe contra a propriedade agrária. Catolicismo, fevereiro 2003. Disponível em < http://www.tfp.org.br/Secoes/Colunas/Cid/2003/02/01/RefAgraria-FHC-Kerenski/RA-Kerensky.htm>; acesso em 15-10-2003.

[48] Marta, feminista e “brigadora”. O Estado de São Paulo, 15-11-1985.

[49] Veja, 04-12-2002.

[50] ROLDO, Deonilson. Bisol emprega agricultores sem carteira assinada. Folha de São Paulo, 26-11-1989, p. B-4; O Estado de São Paulo, 26-08-1989.

[51] Fazendas de Brizola no Uruguai valem US$ 2 mi. Jornal do Norte, Apucarana, 03-09-1989. p. 3.

[52] O Estado de São Paulo, 06-07-1982.

[53] O Estado de São Paulo, 26-08-1989.

[54] Mais detalhes sobre sua fortuna em Veja, 07-11-2001, ou no site: http://veja.abril.com.br/071101/p_042.html

[55] NUNES, Thayana de Almeida. FSM: Um outro mundo é possível. Littera, Londrina, nº 3, p. 5, fevereiro de2003. O jornal comunista A Classe Operária cita dados até mais vultosos: “O último FSM contou com mais de 100 mil participantes, de 156 países e 5.717 organizações.” (PRESTES, Ana Maria. O Brasil te espera em Belo Horizonte. Disponível em ; acesso em 08-11-2003)

 

 

A verdadeira mulher melancia!

A verdadeira mulher melancia!

As pessoas agora comentam o caso da menina gordinha, que “emprestou” a sua bela voz para que outra menina mais bonitinha brilhasse na abertura da Olimpíada de Pequim. A desculpa dos dirigentes é que a imagem da cantora real não combinava com a face que a China quer mostrar ao mundo. Ou seja, falsificaram mais uma vez.

Não me espanto. Esse é o rosto real do socialismo chinês. Excessivo controle e muita propaganda. A realidade é coberta a golpes de simulação.

Eis a reação de alguns brasileiros. Sentiram-se traídos. A bela menina não tem aquela bela voz. E quem tem a voz maviosa ficou lá escondida, por detrás da soldadesca chinesa. E tudo porque não é bonita, para os padrões do partidão. Isso se chama totalitarismo. E isso é o mínimo que o governo chinês fez e faz.

Se isso nos deixa indignados, mais indignados deveríamos ficar com o que a indústria fonográfica brasileira tem nos empurrado ouvido adentro nos últimos tempos.

Como entender o sucesso da Banda Calypso? A Joelma não é bonita, canta ruim pacas e canta músicas primárias, idiotas.

Bob Dylan nunca foi um grande cantor, mas era um gênio na composição. Daria para o Chimbinha fazer, pelo menos, uma música decente?

Como admitir MC Créu e a infinidade de frutas em forma de mulher que estraçalham o que resta da música brasileira?

Como suportar NXZero, Fresno, Charlie Brown Jr. e caterva e suas canções pseudointeligentes?

Tivemos um ministro chamado Gilberto Gil, um gênio da música brasileira, e, durante esse tempo, o que foi feito da nossa cultura?

Avançamos a passos largos para aquele processo que Luciano Pires chama de “pocotização”!

É o atual governo contribuindo para uma nova forma de totalitarismo.

Gramscismo hoje é idiotização.

Chega de idiotice!!!

P.S.: Ói que lindo! A atriz e, com certeza, intelectual Carol Castro posou para a revista Playboy. Até aí nada demais. Toda mulher mais ou menos famosa e jeitosinha já foi convidada para posar na revista mais onanista do mundo. E a Carol, que não é feia e é mais ou menos famosa, entrou no rol das coelhinhas. A grana é boa, sacumé! Mas por que ela tinha de posar com um terço? Queria causar polêmica? Queria “homenagear” os católicos?

Falta de bom senso? Ou pura maldade?

Aguardemos as desculpas…

Eis um texto contundente, extraído do blog do Júlio Severo. Os fatos estão aí… Qual é a resposta das esquerdas? O texto é de 2001… mas seus reflexos ainda brilham por aqui…

A Constituição do Crime

Juntamente com a Constituição de 88, o fatídico Estatuto da Criança e do Adolescente ajuda a fazer do Brasil um país em que o crime nunca é punido — é apenas regulamentado por lei.

José Maria e Silva

Confira o que de fato aconteceu na noite de 18 de junho, em Anicuns, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, que completa dez anos

Esquecidos do mundo e absortos um no outro, Luiz Fernando e Erlane Mayara, ele com 17, ela com 15 anos, namoravam dentro de um carro, no campo de aviação do município de Anicuns, quando foram abordados por quatro jovens: Kléber, Jamil, Claudiomiro e A.R.S. Dois deles, Jamil e A.R.S., nem podiam ser chamados de jovens — eram apenas crianças. Claudiomiro resolveu ir embora. Kléber, o líder dos quatro, ficou só com os dois meninos, cercando o casal. Ao ver que Luiz Fernando o reconhecera, Kléber deixou as duas crianças vigiando Erlane e empurrou o rapaz para fora do carro, no meio de um canavial. Jamil, uma das crianças, resolveu brincar com a moça. Ela não queria, podia-se ler o terror nos seus olhos, mas, ainda que fosse dia claro, o sol batendo em seu rosto acuado, como é que Jamil, apenas um menino, seria capaz de compreender suas súplicas? Jamil não parou de brincar com ela nem mesmo quando viu sangue em seu corpo. Até consentiu em partilhar com o coleguinha, A.R.S., aquele brinquedo tão diferente. Como podiam saber que faziam mal à menina se não tinham completado 18 anos e, além disso, eram pobres?

Jamil e A.R.S. continuaram brincando com Erlane até que Kléber voltou ao carro. Era de se esperar que Kléber ralhasse com as crianças e explicasse a elas que não podiam penetrar a moça com o órgão de fazer pipi, a não ser que ela consentisse. Mas Kléber tinha as mãos sujas de carvão e sangue — acabara de atear fogo no corpo de Luiz Fernando, depois de triturá-lo a pauladas. Houve um tiro também, porque Luiz Fernando teimava em não morrer e sua respiração moribunda, concorrendo com os ruídos da noite, deve ter tocado o coração de Kléber. E não foi por falta de piedade que ele também currou Erlane. Maior de 18 anos, a Idade da Razão segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, ele até sabia — ao contrário das crianças — que estava estuprando a menina e que isso era maldade, mas como conter a revolta de ter nascido pobre, não possuir um tênis de marca, não andar num carro do ano e ainda por cima ter que aturar os políticos roubando sem punição alguma?

Um pouco mais tarde, quando Jamil deu um tiro em Erlane e também pôs fogo em seu corpo, não lhe ocorreu perguntar a Kléber, seu líder, o que a menina tinha a ver com isso: a pobreza deles e a impunidade dos ricos. Jamil, como qualquer outra criança de sua idade (17 anos e 362 dias), limitou-se a jogar fora o brinquedo gasto.

É um consenso achar que a vida se banalizou no país. A morte semeia chacinas, tocaia as esquinas e cavalga balas perdidas. Ninguém parece a salvo, daí a sensação de que a vida não é mais uma graça de Deus e, sim, uma concessão do crime. Entretanto, quem banaliza a vida não é a morte em seu ofício nem o criminoso em sua sanha — são os sobreviventes. Só eles podem compreender que a morte é o metro da vida e que reafirmar uma significa respeitar a outra. É o que não tem acontecido agora, quando a nação, ante a violência crescente, promove passeatas e clama por paz, como se a morte tivesse ouvidos e o criminoso, coração. Por que essa gente não se recolhe às igrejas e vai pedir aos céus a paz que grita nas ruas? Seria menos insensato e mais condizente com a seriedade que se exige dos vivos em face da vida. Entretanto, a violência foi politizada e tornou-se bandeira de luta. A afirmação da vida que se vê nas campanhas contra a violência é apenas um panfleto que se esfrega na cara das autoridades. Por isso é fácil esquecer o crime bárbaro de Anicuns — ele não se presta a passeatas, mas à perplexidade. E caso se busque, além dos próprios criminosos, um culpado pelas mortes do casal Luiz Fernando e Erlane Mayara, não se vai achá-lo na desigualdade social nem no descaso do governo, mas na lei — o Estatuto da Criança e do Adolescente é o principal cúmplice desse crime.

Em breve, no decorrer do inquérito policial, os monstros de Anicuns que barbarizaram Luiz Fernando e Erlane Mayara terão de reconstituir o crime. Entretanto, quem precisa reconstituí-lo — não em cena, mas na consciência — é a elite pensante do país, notadamente os intelectuais universitários. Ao contrário do que disse a imprensa goiana, o facínora Kléber Batista da Silva não foi o — autor intelectual — da barbárie de Anicuns. Se à sanha dos instintos mais abjetos pode-se atribuir alguma ordem intelectual, ela deve ser buscada nos cineastas, escritores, juristas, professores universitários, ideólogos de esquerda e outros intelectuais que, nas últimas décadas, à força de demonizar o capitalismo, empenharam-se em santificar o crime, começando pelo assalto, relevado como desapropriação justa, até chegar ao aceite do estupro, do seqüestro e do homicídio, cinicamente explicados como patologias sociais derivadas da desigualdade econômica. Hoje, por mais desumano que seja um criminoso e por mais bárbaro que seja o seu crime, não faltam sociólogos, psicólogos e até juristas para explicá-los como efeito da miséria material da sociedade. É o materialismo histórico em sua versão moral. É o homem reduzido às relações econômicas. É a verdadeira morte de Deus, profetizada por Nietzsche. Em tese, é como se a miséria sedenta de Justiça não pudesse gerar um Jesus Cristo e a riqueza premida pelo remorso não nos pudesse dar um Francisco de Assis.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 13 de julho de 1990), que completou 10 anos na quinta-feira, 13, o crime de Anicuns foi um misto de fatalidade histórica e determinismo social. Dois jovens, embebidos um no outro dentro de um carro, não perceberam quatro vultos que se acercaram deles. E se não fosse a arma apontada para a janela do carro, o casal de namorados não teria motivos para sustos. Nenhum dos rostos a emergir da noite tinha a face hedionda do criminoso de folhetim, aquele que, um dia, o médico italiano Cesare Lombroso (1835-1909) imaginou descrever cientificamente. Os vultos — Kléber Batista da Silva (22 anos), Jamil Bernardes Garcia Júnior (18 anos), A.R.S (17 anos) e Claudiomiro Humberto dos Santos (22 anos), que se recusou a participar do crime — poderiam confundir-se, facilmente, com quaisquer estudantes comuns. Dois deles, Jamil e Claudiomiro, até mesmo se enquadram no odiado perfil caucasiano dos colonizadores, tão estigmatizado durante as comemorações dos 500 Anos. Ambos são jovens muito bem torneados pela vida, indicando uma origem social razoável, expressa no porte altivo de quem nunca padeceu humilhações cruéis.

A Reeducação de Hitler

Mas é contra a lei pensar assim e se pode até ser processado por isso. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, os atos que aqueles jovens praticaram — assalto, seqüestro, tortura, curra, assassinatos e queima de cadáveres — só podem ser explicados por sua origem social — quatro sinas de miséria ante o privilégio dos ricos. Cristalizou-se entre os intelectuais brasileiros a idéia de que todo crime tem causas sociais e que basta equacionar a distribuição de riqueza para voltarmos ao Jardim do Éden. Esse pensamento, oriundo da esquerda universitária, é tão forte que impregna até a elite empresarial e, por medo da pecha de nazi-fascistas, são raros os que ousam desafiá-lo. A Constituição de 1988 já reflete esse espírito ao prescrever uma pena máxima de 30 anos para qualquer criminoso, por mais cruéis e renitentes que sejam os seus crimes. E o que é mais grave: se fossem brasileiros, Calígula e Hitler seriam considerados recuperáveis e, com apenas cinco anos de cadeia, estariam soltos, por bom comportamento. É o que vai acontecer com Kléber Batista da Silva, que antes de barbarizar o casal de Anicuns já tinha assassinado Pedro Lourenço Correia, em Sanclerlândia, para roubar-lhe uma bicicleta e dois reais.

Mas não pára aí a criminalidade institucional brasileira. Jamil Bernardes Garcia Júnior, o primeiro a estuprar Erlane Mayara e o que a matou, pondo fogo no cadáver, cometeu o crime quando tinha 17 anos, 11 meses e 27 dias, ou seja, apenas 72 horas antes de completar 18 anos. Portanto, era mentalmente uma criança, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, e não pode ser punido — apenas reeducado. Sequer vai preso, é apenas — apreendido — e recolhido a um batalhão de polícia, que se encarrega de sua guarda. Entretanto, Jamil é conhecido pelas instituições que lidam com menores infratores desde os 14 anos, apesar de pertencer a uma família de classe média baixa de Anicuns e nunca ter-lhe faltado casa, escola, roupa e comida. Por volta dos 15 anos, além dos pequenos furtos que vinha praticar em Goiânia, Jamil tinha uma estratégia para ludibriar a polícia sempre que ia usar droga. Com seu grupo de comparsas mirins, subia um morro em Anicuns, levando um gravador e fitas cassetes. Do alto, tinha uma visão estratégica dos arredores. Quando percebia a aproximação da polícia, escondia a droga e ligava o gravador — cânticos falando de Jesus ecoavam no morro e a polícia pensava tratar-se de um grupo de jovens evangélicos em retiro espiritual.

Um promotor que o conhece desde essa época aposta que Jamil será solto antes de um ano. O conceito de progressão de pena, que beneficia o preso segundo seu comportamento, vale até mesmo para a irrisória medida sócio-educativa de três anos que é aplicada a um assaltante, estuprador, assassino e torturador como Jamil. Astucioso, ele já alegou que foi coagido por Kléber a praticar o crime, o que, no seu caso, por ser menor, constitui-se num forte atenuante aos olhos do da lei. Alia-se a isso o bom comportamento que todo preso brasileiro ostenta como sinônimo de arrependimento. (Que pai de família não seria bem comportado, abandonando o álcool e a irritação diária, se tivesse casa, comida, roupa lavada, lazer e até motel, sem ter que se preocupar com o desemprego, a saúde da família e as contas no final do mês?) E será num ambiente muito mais confortável do que o Cepaigo que Jamil e A.R.S. vão cumprir as — medidas sócio-educativas — da lei. Para Jamil, será muito fácil fingir-se arrependido, fazendo limpeza no quartel, servindo cafezinho às visitas e até adotando uma compungida religião de conveniência.

Os Mártires Sociais — Todo criminoso é um mestre no exercício da astúcia. O sujeito que age como as feras, sem mover-se pela fome que as impele, é alguém que perdeu todos os princípios. Por isso, acreditar que alguém assim possa ser recuperado com trabalho, esporte, lazer e conselho é ter fé na conversão do Diabo. Entretanto, os grupos de direitos humanos e os agentes da Pastoral Carcerária parecem acreditar que, um dia, o Inferno vai virar Paraíso. Muito mais marxistas do que cristãos e sempre dispostos a ver mártires sociais onde só existem anomalias humanas, os agentes pastorais deixaram de oferecer aos criminosos, mesmo aos bárbaros, a possibilidade do arrependimento ou a eternidade do inferno. Em lugar de prescrever penitências segundo a gravidade do crime, como se fazia antigamente, preferem oferecer a terapia de uma religião sociológica, que parece ter como hino os versos de Chico Buarque e Rui Guerra — não existe pecado do lado de baixo do Equador.

Essa fé esquizofrênica em Cristo e em Marx, ao mesmo tempo, reflete-se em toda a vida brasileira, do menino de escola ao líder político, induzindo a sociedade a inverter o ônus da culpa em desfavor da vítima. No caso da barbárie de Anicuns, por exemplo, não faltaram autoridades repetindo na imprensa que os três anos de medidas sócio-educativas para os dois menores constituem uma punição muito dura, apesar das declarações indignadas do próprio secretário de Segurança Pública, Demóstenes Torres, lembrando que mesmo Kléber, o facínora adulto, não ficará mais do que cinco anos preso. Isso significa que, enquanto os pais das vítimas estão enfrentando sozinhas uma dor que pode levar ao desespero e à loucura, sem nenhum tipo de ajuda das instituições, dois dos algozes de seus filhos, Jamil e A.R.S., terão direito à assistência médica, psicológica, social e jurídica durante os três anos em que ficarão recolhidos em prisão especial. Até mesmo Kléber, quando for para a penitenciária, volta e meia terá psicólogos e psiquiatras a seu dispor, muitos deles ávidos por dar-lhe um atestado a de recuperação. Afinal, são os pobres que vão servir de cobaias para a reinserção social desses monstros.

Ancorados no permissivo Estatuto da Criança e do Adolescente, muitos promotores, juízes de infância e militantes de movimentos sociais não percebem a esquizofrênica contradição em que chafurdam ao depositarem tanta fé na recuperação de bárbaros. Ao mesmo tempo em que justificam o criminoso com a infinita compreensão de um materialismo cínico, exigem da vítima o infinito perdão de uma bondade divina. Porque não é outra coisa a irredutível negativa dessa gente em discutir prisão perpétua e pena de morte, contrariando um desejo autêntico da maioria da população. Estupro, roubo e seqüestro seguidos de morte há muito se constituem crimes sem perdão no imaginário brasileiro. Negar-se a discutir a prisão perpétua ou a pena capital nesses casos é exercer sobre a população já oprimida pelo crime a tortura psicológica da impunidade. Para a mãe de uma estudante pobre do Jardim Novo Mundo, ver que o estuprador de sua filha está novamente solto causa muito mais indignação e terror do que a impunidade de qualquer figurão da República. Só na cabeça de uma esquerda cega pelo cinismo e de uma direita corroída pelo remorso é possível imaginar que o pobre vê mais perigo no Luiz Estevão de Brasília do que no Luz Vermelha da esquina.

A Pior Impunidade

O resultado prático do Estatuto da Criança e do Adolescente — expressão máxima da nossa inversão de valores — é um sensível aumento da criminalidade entre os menores de 18 anos. Em reportagem publicada no jornal O Globo, na sexta-feira, 14, o promotor Márcio Mothé, da 2ª Vara de Infância e Juventude do Rio de Janeiro, reconheceu esse aumento. Segundo ele, cerca de 250 menores eram detidos mensalmente, em 1990, por envolvimento com crimes. Hoje, a média é 450 por mês, quase o dobro. Mas o promotor não culpa o Estatuto, culpa a sociedade, que, segundo ele, não o tirou do papel. Ora, o Estatuto da Criança e do Adolescente não apenas saiu do papel como materializou-se em salvo-conduto do crime. Graças a ele, líderes de gangues, batedores de carteira, usuários de drogas e outros criminosos mirins, certos da impunidade, exibem nas escolas públicas de todo o país o currículo dos crimes que praticam nas ruas, vangloriando-se até mesmo das efêmeras passagens pela polícia. Sequer dos professores esses bandidos em botão escondem o orgulho por suas façanhas criminosas.

Essa é a pior impunidade, a que de fato compromete o futuro do país. A impunidade do político corrupto é virtual, limitada à televisão e só percebida pelos adultos. Já a impunidade do menor criminoso é concreta — são exatamente as crianças e os adolescentes em idade escolar, ávidos por descobrir o mundo e facilmente influenciáveis, que vão compartilhar do convívio desses facínoras, na porta da escola, na quadra de esportes, nas festinhas de final de semana. E até dentro da sala de aula, onde muitos continuam estudando sob a crença generalizada dos educadores de que um lobo entre ovelhas torna-se cordeiro. Muitos pais, quando mandam seus filhos para a escola pública, não imaginam que, na carteira ao lado, senta-se um Jamil, bonito, articulado, talvez sedutor, insinuando-se no coração de inocentes meninas e provocando uma secreta inveja entre os meninos. Aliás, foi na escola que Jamil tomou lanche com os cinco reais que lhe coube no assalto, seqüestro, curra, assassinato e queima de cadáver em Anicuns. Pareceria filme de terror, ao concluir este artigo, imaginar que ele ofereceu lanche para a coleguinha ao lado, possível Erlane de um amanhã muito breve?

Fonte: Opção (Goiânia)

Pode parecer dramático o título do post, mas é o que estamos vivendo atualmente. Com o aval do governo petista e o apoio de entidades de defesa dos direitos humanos, muitas “vítimas” da “ditadura” militar brasileira estão recebendo gordas indenizações por danos sofridos durante os chamados anos de chumbo. Nessa lista estão jornalistas como Ziraldo e Jaguar e terroristas consumados, como o Diógenes do PT, que, por “serviços prestados contra a ditadura”, recebe uma pensão de R$1.627,72, paga com o dinheiro do imposto que você paga, contribuinte.

Eis uma lista das ações do tal Diógenes, alçado à condição de herói por essa petralha que quer mudar o Brasil:

DESCRITIVO DAS AÇÕES PRATICADAS POR DIÓGENES JOSÉ CARVALHO DE OLIVEIRA ( também conhecido como “LEANDRO”, “LEONARDO”, “LUIZ” e “PEDRO”)

- A revolução de Março 64 o encontrou como militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sentindo-se perseguido (por quem? Por quê?), fugiu para o Uruguai, onde ingressou, em 1966, no recém-criado Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) de Leonel Brizola.

- Ainda nesse ano, arranjado por Brizola, foi fazer curso de guerrilha em Cuba, onde ficou um ano e se destacou como especialista em explosivos (olha o talento do sujeito!).

- Em 1967, já no Uruguai, tomou consciência de que Brizola era muito de falar e pouco de agir. Diógenes queria, ardentemente, exercitar o que aprendera na ilha de Fidel (o bom aluno quer mostrar oq ue aprendeu!)

- Retornou ao Brasil e, em Porto Alegre, conheceu Almir Olímpio de Melo (”Paulo Melo”), que o conduziu a Onofre Pinto, em São Paulo, que também se havia desiludido com o comandante Brizola.

- Em Março 68, concretizou-se o congresso de fundação da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) - organização comunista criada para derrubar o regime pela luta armada - cuja primeira direção ficou constituída por Wilson Egídio Fava, Waldir Carlos Sarapu e João Carlos Kfouri Quartim de Morais, pelo grupo dissidente da Política Operária (POLOP), e Onofre Pinto, Pedro Lobo de Oliveira e Diógenes José Carvalho de Oliveira, pelo núcleo de remanescentes do MNR. Pôde assim Diógenes iniciar uma longa trilha de sangue, realizando algumas dezenas de ações terroristas na capital paulista, dentre as quais assaltos a bancos, explosões de bombas e assassinatos. O que se segue é, apenas, uma pequena, uma pálida idéia do que praticou esse militante comunista.

- No início da madrugada de 20 Mar 68, participou do atentado que fez explodir uma bomba-relógio na biblioteca da USIS, no consulado dos EUA, localizado no térreo do Conjunto Nacional da Avenida Paulista. Três estudantes amigos, que caminhavam pelo local, foram feridos: Edmundo Ribeiro de Mendonça Neto, Vitor Fernando Sicurella Varella e Orlando Lovecchio Filho, que perdeu o terço inferior da perna esquerda (pergunte se algum desses estudantes recebeu alguma indenização…).

- Na madrugada de 20 Abr 68, preparou mais uma bomba, desta vez lançada contra o jornal “O Estado de São Paulo”, que funcionava na esquina da Rua Major Quedinho com a Rua Martins Fontes; do mesmo modo que a anterior, a explosão feriu três inocentes.

- Na madrugada de 22 Jun 68, participou do assalto ao Hospital do Exército em São Paulo, localizado no Cambuci. Fardados de tenente e soldados, cerca de 10 militantes da VPR renderam a guarda e roubaram nove fuzis FAL, três sabres e quinze cartuchos 7,62 mm.

- Na madrugada de 26 Jun 68, fez parte do grupo de 10 terroristas que lançou um carro-bomba contra o Quartel General do então II Exército, no Ibirapuera, matando um dos sentinelas, o soldado Mario Kosel Filho (que teve o corpo completamente destroçado, resultado do talento de Diógenes), e ferindo mais seis militares.

- Em 01 Ago 68, participou do assalto ao Banco Mercantil de São Paulo, localizado na Rua Joaquim Floriano, 682, no bairro do Itaim, com o roubo de NCr$ 46 mil.

- Em 20 Set 68, participou do assalto ao quartel da Força Pública, no Barro Branco. Na ocasião, foi morto a tiros o sentinela, soldado Antonio Carlos Jeffery, do qual foi roubada a sua metralhadora INA.

- Em 12 Out 68, participou do grupo de execução que assassinou o capitão Chandler, do Exército dos EUA. Foi Diógenes quem se aproximou do capitão - que retirava seu carro da garagem, na frente da mulher e filhos - e nele descarregou os seis tiros de seu revólver Taurus calibre .38 (um ato de extrema bravura das esquerdas daqueles tempos).

- Em 27 Out 68, participou do atentado à bomba contra a loja Sears da Água Branca (como eram corajosos esses guerreiros, não?).

- Em 06 Dez 68, participou do assalto ao Banco do Estado de São Paulo (BANESPA) da Rua Iguatemi, com o roubo de NCr$ 80 mil e o ferimento, a coronhadas, do civil José Bonifácio Guercio (esse civil parecia muito perigoso… vá saber!).

- Em 11 Dez 68, participou do assalto à Casa de Armas Diana, na Rua do Seminário, de onde foram roubadas cerca de meia centena de armas, além de munições. Na ocasião, foi ferido a tiros o civil Bonifácio Signori (os civis daquele tempo eram perigosíssimos!).

- Diógenes foi o coordenador do assalto realizado em 24 Jan 69, ao 4º RI, em Quitaúna, com o roubo de grande quantidade de armas e munições e que marcou o ingresso de Carlos Lamarca na VPR.

- Em 02 Mar 69, Diógenes e Onofre Pinto foram presos na Praça da Árvore, em Vila Mariana.

- Um ano depois, em 14 Mar 70, foi um dos cinco militantes comunistas banidos para o México, em troca da vida do cônsul do Japão em São Paulo. Diógenes ficou pouco tempo no México, indo rever seus amigos em Cuba, onde ficou por cerca de um ano. Em 25 Jun 71, saiu de Cuba e foi para o Chile, que havia se tornado, com Allende, a nova “Cuba sul-americana”. Com a queda de Allende, em Set 73, retornou ao México e daí foi para a Europa, onde esteve em diversos países, dentre os quais a Itália e a Bélgica. Em fins de 1974, radicou-se em Lisboa, onde permaneceu um ano. Em Jan 76, iniciou seu périplo africano, onde foi para Angola e Guiné-Bissau, sempre junto com sua então companheira Dulce de Souza Maia, a “Judith” da VPR. Em 1979 e em 1981, representando o governo de Guiné-Bissau, esteve no Brasil por alguns dias. Em 1986, era o assessor do vereador do PDT Valneri Neves Antunes, antigo companheiro da VPR e fazia parte do movimento “Tortura Nunca Mais” (observe a “sinceridade” dos criadores de tal movimento…).

Na década de 90, ingressou nos quadros do PT/RS, sempre assessorando seus líderes mais influentes. Era o Diógenes da VPR. Hoje, é o Diógenes do PT. Atualmente é o presidente do Clube de Seguros da Cidadania, em Porto Alegre, órgão encarregado de coletar fundos para o PT.

Como se vê, é uma figura execrável esse Diógenes… No entanto, para a petralha, trata-se de um herói.

Agora, o ministro da justiça (rá rá rá), Tarso Genro, um ex-membro da luta armada, quer levar para a barra dos tribunais os militares ”torturadores”. O que temos aqui: os terroristas são tão dignos de desprezo quanto os torturadores. No entanto, estes últimos recebem os rigores da lei, enquanto aqueles recebem indenizações por seu suposto heroísmo.

Nunca é demais lembrar que próceres como José Dirceu, José Genoíno, Dilma Rousseff, Fernando Gabeira e outros participaram da luta armada, ou seja, sequestraram, assaltaram bancos, ameaçaram pessoas. Por que seus crimes são esquecidos e os dos ”torturadores” não? O que é justiça para esses esquerdistas?

O que esperar de uma bando de esquerdistas, cuja especialidade é distorcer a verdade? Isso é buscar justiça ou apenas o mais deslavado revanchismo?

Pense!

Meu pai se foi. Partiu no sábado dia 19 de julho de 2008, às 9h da manhã. Morreu em casa. Foi um dia bonito de sol.

Viveu uma vida simples, sem nada de épico, grandioso. Foi um homem de poucas posses e, ouso dizer, sem ambições. Morreu aos 89 anos. Morreu como viveu: silenciosamente. Se falou muito, foi às portas da morte, por causa da doença que o afligia. A morte veio silenciar a sua dor.

Olhei o corpo de meu pai, logo após a sua passagem, e ele parecia dormir. Segurei seu pulso: não acreditava que o seu sofrimento havia cessado.

Senti a dor da perda. Uma coisa dorida. Uma sensação brutal de inutilidade. Não havia como reverter a viagem. Chorei mais do que poderia supor.

Ainda sinto um quê de vazio. Algo em mim se quebrou. Já sabia da morte, mas sob o manto de ela ocorrer na casa alheia. Meu pai morreu na casa que também é minha. E morreu muito perto de mim: não vi o seu último suspiro por puro medo. Minha mãe é que lhe segurou a mão. E eu, lá fora, não sabia o que pensar.

Confesso que a morte me acovarda. Tenho medo. Penso em meus filhos: é inevitável a morte, mas que não seja hoje. Meu pai, ao morrer, literalmente descansou. Quando o corpo de meu pai chegou em casa para o velório, uma vizinha disse que o semblante dele era sereno. Olhei e, de fato, meu pai parecia sossegado, feliz em sua morte. Se é para morrer, que não seja na solidão. E minha mãe e eu estivemos próximo a ele em seus últimos momentos.

Ainda estou com a sensação de perda na alma. Parece que as coisas perdem o gosto. Há silêncio em mim. No entanto, a vida se arremessa pela janela: o mundo se move. E eu começo a me movimentar para um novo ciclo em minha existência.

O texto a seguir, extraído do site Montfort, refuta a tese de que o Espiritismo é altamente racional. O que se vê no texto de Fabiano Armellini são as “gagueiras” dos espíritos “supeiores”… Leia e reflita! E divirta-se!

A Ciência desmente o Espiritismo

Fabiano Armellini

Os espíritas kardecistas, influenciados pelo Positivismo declarado do sr. Hippolyte Léon Denizard Rivail, vulgo Allan Kardec, costumam dizer que sua doutrina é altamente racional e sedimentada em observações científicas.

As biografias que lemos da vida de Allan Kardec sugerem um Kardec metódico, racionalista e prático. Só a título de exemplo, diz-se numa delas que quando Kardec tomou conhecimento das tais “mesas girantes”, que levitam no ar e respondem às perguntas feitas pelos presentes, o criterioso cientista positivista responde: “eu acreditarei quando vir e quando me tiverem provado que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir, e que se pode tornar sonâmbula. Até lá, permita-me que não veja nisso senão uma fábula para provocar o sono” (Henri Sausse, Biografia de Allan Kardec, in Allan Kardec, O que é o Espiritismo edição da Federação Espírita Brasileira, Rio de Janeiro, Brasília 32a edição, 1988, p.14).

Essa passagem ilustra bem o ar racional de pseudo-intelectualismo e de falsa erudição que se tenta dar ao espiritismo kardecista, que está presente em todos os seus livros doutrinários.

No entanto, ao se ler os livros de Allan Kardec, a impressão que se tem é a mesma que tem qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento, ao ler um artigo de uma dessas revistas pseudo-científicas “super” interessantes que são vendidas nas bancas de jornais: é a impressão de se estar lendo um texto escrito por uma pessoa que só está repetindo o que ouviu de outrem, mas que não tem a mínima noção daquilo que diz.

O que Kardec faz transparecer em seus escritos é que ele aprendeu bem mal aquilo de que trata, sejam assuntos científicos, filosóficos, religiosos ou doutrinários. E se aprendeu mal, ensina pior ainda.

Os pretensos argumentos científicos se encontram por toda parte nos escritos de Kardec. E as “gagueiras” também. Algumas delas até hilariantes.

Uma questão bem ilustrativa da gagueira cientificista de Kardec é com relação à doutrina espírita da pluralidade das existências nos mundos. Segundo a “revelação” que Kardec recebeu dos “espíritos”, todos os globos que circulam no espaço são habitados” (A. Kardec, Livro dos Espíritos, Inst. de Difusão Espírita, 79a edição, 1993, q. 55, p. 60. O sublinhado é nosso). E quando ele diz todos, inclui as estrelas, pois ele diz que “o Sol não seria um mundo habitado por seres corporais, mas um local de reunião de Espíritos superiores que, de lá, irradiam seus pensamentos para outros mundos (…) Todos os sóis parecem estar numa posição idêntica” (A. Kardec, Livro dos Espíritos, op cit, q. 188, p. 110).

Até aí, não parece mais do que uma opinião, ainda que fantasiosa e maluca. Mas, como é de praxe nos livros do Kardec, a afirmação vem somada a uma observação “científica”, que teria por função, a nosso ver, de dar suporte ao que foi dito. Pois diz Kardec, logo a seguir: “como consituição física, o Sol seria um foco de eletricidade (sic!)”.

A primeira exclamação que se faz com relação a essa frase é a estranha associação da transmissão de pensamento com a eletricidade. Não seria isso uma materialização (das mais grosseiras) do pensamento?

Outra curiosidade desta passagem é a afirmação de que os pensamentos irradiem das estrelas. Isso soa muito mais como Astrologia do que como Astronomia, o que revelaria uma personalidade bem supersticiosa ao pretenso cientista Kardec.

Esse traço do seu caráter é também observado em uma biografia sua, onde se diz que quando Kardec recebeu sua primeira “revelação espírita”, foi buscar confirmação desta com uma quiromante, a Sra. Cardone, que as confirmou através da inspeção das linhas da mão de Allan Kardec (cfr. H. Sausse, op. e ed. citadas p.22).

 

 

Observando a afirmação, agora sob o ponto de vista científico, foi provado que, de fato, o Sol emite uma quantidade astronômica de cargas elétricas, que viajam no espaço através do chamado vento solar, composto principalmente de prótons, partículas alfa, elétrons e fótons (eletricamente neutros). Neste sentido, pode-se dizer que o Sol seja um foco de eletricidade. Mas ainda que haja irradiação de eletricidade do Sol, o que isso prova? Se a eletricidade do Sol fosse decorrente dos “pensamentos”, isto é, da “inteligência” do Sol, a que se deve a sua energia térmica? Seria ela fruto do seu “amor”? 

 

Parafraseando, então, o próprio Kardec, “a razão nos mostra que” ele disse uma asneira.

Ainda com relação aos astros, a doutrina espírita afirma que os mundos seriam mais ou menos avançados, e os seres que neles habitam teriam graus de “evolução” de acordo com o planeta (cfr. A. Kardec, Livro dos Espírios, op. cit., q. 55-58, p. 60-61; q. 172-188, p. 106-110). E ainda segundo a doutrina espírita, “à medida que o Espírito se purifica, o corpo que ele reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. A matéria é menos densa, não rastejam mais penosamente na superfície do solo, as necessidades físicas são menos grosseiras e os seres vivos não têm mais necessidade de se entre devorarem para se nutrir.” (A. Kardec, Livro dos Espíritos, op. cit., q. 182, p. 108).

Então, de acordo com a doutrina espírita, quando mais “atrasado” o mundo, mais grosseiros e “densos” seriam os seres que nele habitariam. Ora, seguindo este raciocínio, a não ser que Kardec considerasse a Terra o planeta mais “atrasado” do Sistema Solar, supor-se-ia que houvesse vida material (bem “densa”) nos outros planetas em órbita do Sol.. Que decepção teria Kardec em constatar que a NASA, através de sondas e de expedições à Marte e à Lua, jamais encontrou um homenzinho verde sequer! Nem uma simples minhoca!

Kardec afirma também, gratuitamente, que Júpiter seria, no Sistema Solar, o planeta mais avançado “física e moralmente” (sic!) (cfr. A. Kardec, o Lívro dos Espíritos, op. cit., q. 188, p. 110). Como um planeta poderia ter progresso moral, isto é, progresso em suas ações? Moral supõe livre-arbítrio, coisa que um planeta, ser material, não pode ter.

Mas contrariando toda lógica, Kardec afirma com todas as letras: “os globos têm livre-arbítrio” (A. Kardec, A Gênese, Ed. Lake, São Paulo, 1a edição, comemorativa do 300 aniversário dessa obra, cap. VIII, no. 4, p. 144).

Engraçado que, para esta afirmação estapafúrdia, Kardec não apresenta nenhum argumento científico…

Outra afirmação de Kardec feita sem nenhuma base científica é a de que “o universo é eterno” (A. Kardec, A Gênese, op. cit., cap. VI, no 51, p. 113).

Ora, o universo existe no tempo. E tempo é a duração do movimento ou mudança, isto é, da passagem de uma qualidade do estado de Potência para Ato. Então, eterno é aquilo que não muda, isto é, que não passa de Potência para Ato, e por isso não está sujeito ao tempo.

No universo todas as coisas mudam, e portanto todo o universo está sujeito ao tempo. Logo, o universo não é eterno. Kardec, ao dizer que o universo é eterno, prova que não sabia o que significa ser eterno. E confirma sua ignorância quando, em outra passagem, afirma junto com os “espíritos elevados” que “as eternidades serão para eles (os espíritos maus) mais longas” (A. Kardec, Livro dos Espíritos, op. cit., q. 125, p. 85).

E se não basta esta afirmação ser contra a lógica, dizer que o universo é eterno vai contra a Teoria do Big Bang, pela qual a ciência provou que o universo teve um início. E nega também a 2a lei da Termodinâmica, a lei da Entropia, que leva a conclusão de que o universo terá um fim.

Mais uma vez, a doutrina espírita contradiz a ciência.

Além desses erros, a leitura dos livros espíritas nos permitem encontrar outras pérolas “astronômicas” do Kardec e seus “espíritos superiores”, como a afirmação de que Marte não possui satélites (cfr. A. Kardec, A Gênese, op. cit., cap. VI, no. 26, p. 103), ou a de que os anéis de Saturno são discos sólidos (cfr. A. Kardec, A Gênese, op. cit., cap. VI, no. 27, p. 103), apenas para citar alguns exemplos.

E só para mostrar que as gagueiras kardecistas não se limitam apenas ao campo da Astronomia, ele faz suas contribuições na Biologia também. Aliás, ele não; são os “espíritos superiores” que revelam a ele que, com relação à formação dos seres vivos, os seres nascem espontaneamente pois “o germe primitivo existia já em estado latente”. E os “espíritos” justificam isso “cientificamente” perguntando: “os tecidos dos homens e dos animais não encerram os germes de uma multidão de vermes que aguardam, para eclodir, a fermentação pútrida necessária à sua existência?” (A. Kardec, Livro dos Espíritos, q. 46, p. 58). Ora, esta tese de que os seres vivos surgem da eclosão da vida na matéria é a tese conhecida por abiogênese ou da geração espontânea, que foi provada falsa por Pasteur em 1862. Novo engano dos “espíritos superiores”?

Essas são apenas algumas amostras encontradas na “rica” literatura de Allan Kardec. Mas o prudente “cientista”, já prevendo que erraria muito em seus livros “inspirados”, previne seus seguidores que “o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demostrarem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificará nesse ponto” (A. Kardec, A Gênese, ed. cit, cap.I, no. 55, p.37).

Esta afirmação, que soa tão humilde e despretenciosa a ouvidos modernos que tanto gostam de ouvir pessoas admitindo não terem certeza do que dizem, além de mostrar o quão falível é a doutrina espírita, é, na verdade, uma afirmação pouco corajosa de quem não está disposto a assumir a responsabilidade pelo que diz.

Se Kardec não se julga certo do que diz, seus livros não passam então de uma “opinião” sua com relação às coisas. Porém, se estamos discutindo a Verdade, opiniões nada valem. E se tudo o que se tem são opiniões, que estas então não sejam publicadas em forma de livro, muito menos em forma de livros doutrinários, como é o caso dos livros de Kardec.

Para concluir nosso trabalho, apresentamos o desafio que Kardec faz à Igreja Católica, com relação ao dogma espírita da reencarnação: “o que dirá a Igreja quando a reencarnação for provada cientificamente? “(Allan Kardec, Livro dos Médiuns, p.).

Enquanto ficamos aguardamos que a ciência consiga provar algo que não existe, nós, por nossa vez, desafiamos os kardecistas a explicar por quê as “revelações” dos “espíritos elevados” contradizem a ciência. Não são eles superiores a nós? Como se enganaram em pontos tão básicos? Seria a ciência que estaria errada? Ou foi Kardec que errou? Seriam os espíritos superiores mentirosos e enganadores? Se eles são mentirosos e enganadores, que espíritos são esses, e de onde vêm?

Trocando em miúdos, o que nós devemos jogar na lata de lixo: a doutrina do Kardec e de seus “espíritos superiores”, ou a ciência?

 Fabiano Armellini - A Ciência desmente o Espiritismo
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=ciencia&artigo=ciencia-espiritismo&lang=bra 

 

Os textos abaixo foram extraídos de obras de Allan Kardec e mostram a visão do pai do Espiritismo moderno sobre a raça negra. É uma visão típica de sua época, mas está muito longe do que se espera de uma fé que se diz “enviada por espíritos iluminados”. Esse é o pensamento do fundador do Espiritismo.

Pode uma má árvore dar bons frutos?

“O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir as paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino.Eis porque podemos, sem fatuidade, eu creio, nos dizer mais belos do que os negros e os Hotentotes; mas talvez também seremos, para as gerações futuras, o que os Hotentotes são em relação a nós; e quem sabe se, quando encontrarem os nossos fósseis, não os tomarão pelos de alguma variedade de animais.”


 


in Obras Póstumas

 

O progresso não foi, pois, uniforme em toda a espécie humana; as raças mais inteligentes naturalmente progrediram mais que as outras, sem contar que os Espíritos, recentemente nascidos na vida espiritual, vindo a se encarnar sobre a Terra desde que chegaram em primeiro lugar, tornam mais sensíveis a diferença do progresso. Com efeito, seria impossível atribuir a mesma antiguidade de criação aos selvagens que mal se distinguem dos macacos, que aos chineses, e ainda menos aos europeus civilizados.

in A Gênese

O selvagem feroz pode, numa só existência, adquirir as qualidades que lhe faltam? Que educação dar-lhe-íeis, desde o berço, para fazerdes deles um São Vicente de Paulo, um sábio, um orador, um artista? Não; é materialmente impossível.

Mas, então, porque nós, civilizados, esclarecidos, nascemos na Europa antes que na Oceania? Em corpos brancos antes que em corpos negros? Por que um ponto de partida tão diferente, se não se progride senão como Espírito? Por que Deus nos isentou do longo caminho que o selvagem deve percorrer? Nossas almas seriam de uma outra natureza que a sua? Por que, então, procurar fazê-lo cristão? Se o fazeis cristão, é que o olhais como vosso igual diante de Deus; se é vosso igual diante de Deus, porque Deus vos concede privilégios? Agiríeis inutilmente, não chegaríeis a nenhuma solução senão admitindo, para nós um progresso anterior, para o selvagem um progresso ulterior; se a alma do selvagem deve progredir ulteriormente, é que ela nos alcançará; se progredimos anteriormente, é que fomos selvagens, porque, se o ponto de partida for diferente, não há mais justiça, e se Deus não é justo, não é Deus. Eis, pois, forçosamente, duas existências extremas: a do selvagem e a do homem mais civilizado.

O exame frenológico dos povos pouco inteligentes constata a predominância das faculdades instintivas, e a atrofia dos órgãos da inteligência. O que é excepcional nos povos avançados, é a regra em certas raças. Por que isto? É um injusta preferência? Não, é a sabedoria. A natureza é sempre previdente; nada faz de inútil; ora, seria uma coisa inútil dar um instrumento completo a quem não tem meios de se servir dele. Os Espíritos selvagens são Espíritos de crianças, podendo assim se exprimir; entre eles, muitas faculdades ainda estão latentes. Que faria, pois, o Espírito de um Hotentote no corpo de um Arago? Seria como aquele que não sabe a música diante de um excelente piano. Por um razão inversa, que faria o Espírito de Arago no corpo de um Hotentote? Seria como Liszt diante de um piano que não teria senão algumas más cordas falsas, às quais seu talento jamais chegaria a dar sons harmoniosos.

A Natureza, portanto, apropriou os corpos ao grau de adiantamento dos Espíritos que devem neles se encarnar; eis porque os corpos das raças primitivas possuem menos cordas vibrantes que os das raças avançadas.

As raças são também perfectíveis pelo corpo, mas isso não é senão pelo cruzamento com as raças mais aperfeiçoadas, que lhes trazem novos elementos que enxertam [!!!], por assim dizer, os germes de novos órgãos.

Os negros, pois, como organização física, serão sempre os mesmos; como Espíritos, sem dúvida, são uma raça inferior, quer dizer, primitiva; são verdadeiras crianças às quais pode-se ensinar muita coisa.

Sob o mesmo envoltório, quer dizer, com os mesmos instrumentos de manifestação do pensamento, as raças não são perfectíveis senão em limites estreitos, pelas razões que desenvolvemos. Eis por que a raça negra, enquanto raça negra, corporeamente falando, jamais alcançará o nível das raças caucásicas; mas, enquanto Espíritos, é outra coisa; ela pode se tornar, e se tornará, o que somos; somente ser-lhe-á preciso tempo e melhores instrumentos. Eis porque as raças selvagens, mesmo em contato com a civilização, permanecem sempre selvagens; mas, à medida que as raças civilizadas se ampliam, as raças selvagens diminuem, até que desapareçam completamente, como desapareceram as raças dos Caraíbas, dos Guanches, e outras. Os corpos desapareceram, mas em se tornaram os Espíritos? Mais de um, talvez, esteja entre nós.

in “Perfectibilidade da raça negra”

Tecle no link a seguir e saiba  por que é tão in ser de esquerda…

quefacil