A Bíblia e a idolatria
O que é idolatria? Idolatria é prestar a uma criatura honras que são devidas ao Criador apenas, considerá-la igual ou superior a Deus.
É comum vermos protestantes acusando católicos de idolatria, devido ao culto aos Santos. Isso ocorre por uma razão muito simples: os protestantes não adoram a Deus, mas O veneram. Os católicos adoram a Deus e veneram Seus Santos. Assim, ao ver um católico venerando um Santo, o protestante - que venera a Deus - acha que o católico está prestando a um Santo uma homenagem que só compete a Deus.
A veneração é aquilo que os filhos têm para com seus pais: eles pedem ao pai e à mãe, eles agradecem e eles louvam seus pais. A adoração é aquilo que um macumbeiro faz com seus orixás (oferecendo-lhes sacrifícios de bichos) e um católico faz de maneira incruenta e infinitamente superior para Deus (no Sacrifício único e perfeito de Cristo, tornado novamente presente em cada Missa).
O protestante presta a Deus um culto de veneração, reunindo-se com outros protestantes para cantar louvores a Deus, pedir-Lhe graças e agradecer as graças concedidas por Sua Misericórdia. Ao ver assim um católico prestando culto de veneração a um Santo, reunindo-se com outros católicos para cantar louvores ao que um Santo fez pela graça de Deus, para pedir ao Santo que peça a Deus graças e para agradecer as graças concedidas por Deus em resposta ao pedido feito pelo Santo, o protestante acha imediatamente que o católico estaria dando a um Santo - uma criatura, que não é Deus - o que é devido a Deus. É um lamentável engano. O mais engraçado, porém, neste engano é ver que os protestantes fazem exatamente a mesma coisa que os católicos, mas em referência a pessoas que ainda estão aqui na terra, pessoas que ainda podem cair em pecado e afastar-se de Deus. O protestante pede aos amigos que orem por ele a Deus, como um católico pede a um Santo; o protestante agradece aos amigos que intercederam por ele junto a Deus quando suas orações são atendidas; o protestante louva o que é feito por outro protestante e que ele acha ser devido à graça de Deus.
Apesar de acusar injustamente os católicos de idolatria, porém, o protestante parece não perceber que quem aponta um dedo para alguém está apontando três para si mesmo: os protestantes vivem e pregam a idolatria.
Como assim?
Ora, Nosso Senhor Jesus Cristo disse e fez muitíssimas coisas que não estão na Bíblia. São João afirma isto com todas as letras no fim de seu Evangelho (Jo 20,30; Jo 21,35). Do mesmo modo, vemos, por exemplo, Nosso Senhor explicando no caminho de Emaús (Lc 24,27) as profecias do Antigo Testamento referentes à Sua Paixão e Ressurreição; a explicação dada por Ele, porém, não está escrita na Bíblia, do mesmo modo como muitíssimas pregações e explicações que fez aos Apóstolos. Ora, Ele disse para os Apóstolos ensinarem TUDO o que Ele ensinou a eles (Mt 28,20).
O protestante, porém, afirma que o que não está na Bíblia não interessa, esquecendo-se de que não só não está escrito na Bíblia que só vale o que lá está, quanto que não está escrito na Bíblia que Nosso Senhor mandou escrever Bíblia alguma.
A Bíblia, esquece ele, é, porém, uma mera criatura de Deus. Criatura santa, inspirada e boa, mas criatura. Ao dar maior importância à criatura (a Bíblia) que ao Criador (os atos e palavras de Cristo que não estão contidos na Bíblia e que Ele mandou que fossem ensinados), o protestante está caindo em idolatria. Ele coloca a criatura (a Bíblia) como sendo mais importante que o Criador.
Esta idolatria torna-se ainda mais negra quando percebemos que os protestantes, na verdade, colocam acima da própria Bíblia a sua idéia particular do significado da Bíblia. Assim, por exemplo, apesar das claríssimas palavras do próprio Senhor (Jo 6,32-59) - corroboradas por São Paulo, aliás (1Cor 11,23-29) -, os protestantes negam que Seu Corpo e Seu Sangue sejam verdadeira comida e bebida, sem a qual ninguém terá a vida eterna, assim como negam, contra as palavras de Cristo (Jo 20,23) que o pecado que não for perdoado por um homem que recebeu de Cristo este poder não será perdoado…
Temos, portanto, que:
Idolatria é colocar criaturas acima do Criador.
Ora, os protestantes colocam criaturas (a Bíblia e suas interpretações pessoais da Bíblia) acima do Criador.
Logo, os protestantes são idólatras.
Autor: Carlos Ramalhete
Obs: Outro dia, debati com um “evangélico” sobre o dogma da Imaculada Conceição de Maria. Em defesa do seu ponto de vista, o protestante afirmou que tal fato não estava na Bíblia. Segundo ele, se alguém tivesse sido concebido sem pecado, as Escrituras mostrariam isso.
Para não entrar na questão sobre a “sola scriptura”, afirmei que Deus é onipotente e, como Ele assim o quis, fez Maria imaculada. Pois isso fazia parte dos Seus desígnios. O “evangélico” disse: se não está na Bíblia, não é fato!
Vejam só: para o protestante, Deus limita as suas ações ao que a Bíblia registra. O livro é quem dita o fazer de Deus, pensa o “evangélico”. Eis aí uma prova da verdadeira idolatria!
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3 comments
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Junho 20, 2008 às 11:35 pm
benito carleial
Cada vez que leio as Sagradas escrituras e ouço os discursos dos pastores protestantes, mas me convenço da profunda ignorância que calca a mentalidade superficial e muitas vezes maldosas desses “pastores”. Que diferença tamanha as pregações de S. Agostinho, Tomáz dw Aquino e mesmo do nosso atual papa, profundo conhecedor das sagradas Escrituras e grande Teólogo.
Junho 28, 2008 às 2:27 am
Josi presbiteriana
Eu penso que os católicos deveriam ler e estudar mais o livro do Apocalipse com uma orientação protestante a respeito do livro, compará-lo com o que está acontecendo ao redor do mundo na atualidade e concluir quem representam o papa católico (meu não) e a igreja católica dentro do contexto apocalíptico. Conheço dois endereços eletrônicos muito bons http://www.espada.eti.br e http://www.solascriptura-tt.org
Se a palavra de Deus, a verdadeira, sem livros não inspirados, for idolatria, então para alcançarmos o reino de Deus teremos que ser idólatras, pois para se chegar a Deus, somente por Jesus. Não existiu Maria alguma ou santo algum que morresse por nós no calvário para nos livrar de nossos pecados. Eu tenho notado que os católicos “rezam” (não oram) para santos dos mais variados nomes, mas ninguém fala diretamente com o Pai ou com o Senhor Jesus, que foi quem morreu por todo aquele que nele crê. Devemos que está nas Escrituras que o Pai só se lembrará daquele que se lembrar Dele. Eu sinceramente prefiro ser lembrada por Deus a ser lembrada por algum santo (que não é deus) quem nem pode ouvir minha oração, pois os mortos não ouvem os vivos (isso ocorre em livro apócrifo) e Jesus basta como intermediário entre nós e Deus ( He 9:27, He 7:24-27, At 4:12, I Jo1:7,9,10 e Lc 16:10-31). Basta lembrarmos João 14:6 ” E disse Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”
Até logo.
Julho 16, 2008 às 1:10 am
Fabricio K
Paz!
Faço umas perguntas aos católicos:
Quais livros vcs seguem além da Bíblia?
Pois eu creio no evangelho (novo testamento), alguns livros escritos por testemunhas oculares, onde relata as ações e atitudes daquele que revelou o significado da Palavra de Deus, Jesus, como sendo o filho de Deus, em momento algum dentro dos evangelhos vc vê Jesus orientando-nos a venerar os Santos, ou que eles podem nos dar algo, ou nos ouvir, pelo contrário a doutrina de Cristo diz que só há um intercessor entre Deus e os homens, Jesus Cristo, como então não cremos nas palavras q o próprio Cristo falou e continuamos a pedir para santos q já estão mortos e nada sabem, vc não crê q tambem pode tornar-se um santo, se seguir os ensinamentos de Cristo como São João, São Paulo entre outros seguiram, e se vc se tornar Santo, depois de morto gostaria que te venerassem ao invés de venerar a Cristo, ou vc prefere q a glória das tuas atitudes seja dada a Ele, o qual é responsável pelas boas obras dentro de ti através do Espírito Santo, pois se vc faz uma boa obra é porque Cristo vive em ti.
Toda a glória pertence a Cristo, pois fomos salvos pelo seu sangue.
Que a paz esteja com todos!