Na Espanha de hoje, Franco é tido como um vilão, um sub-Hitler, alguém a ser execrado. Afinal de contas, em 1936, o general veio da África para tomar o poder dos socialistas. E isso parece ter virado uma espécie de consenso. A Espanha vivia uma época de paz e prosperidade. Aí Francisco Franco, mancomunado com os católicos, esses perigosos conspiradores, derrubou o legítimo governo republicano (que era uma mistura de comunismo, socialismo, anarquismo e laicismo).

Recentemente, o Vaticano beatificou 498 mártires da Guerra Civil Espanhola. Em contrapartida, Juan Luiz Zapatero divulgou imagens que mostram a violência franquista. Revistas e jornais se apressaram em divulgar tais imagens, que mostram o peso da mão de Franco e da Igreja Católica da Espanha. E a História é reescrita pelo prisma dos socialistas, que sempre souberam trabalhar com esses ardis.

Resta-nos perguntar: por que a Igreja Católica preferiu se aliar a Franco e não apoiar os republicanos?

Sabe-se que, após 1931 e especialmente entre 1934 e 1936, houve na Espanha uma feroz campanha anti-religiosa, sendo a maior vítima o clero católico. Segundo Hugh Thomas, ““jamais na história da Europa, e talvez na do mundo, se havia visto um ódio tão encarniçado à religião e a seus homens”. Igrejas e conventos foram queimados e destruídos. Em poucos meses, foram mortos 13 Bispos, 4.184 sacerdotes e seminaristas, 2.365 religiosos, 283 freiras, e um número incalculável de simples cristãos, cuja única culpa era ter um crucifixo no pescoço, ou ter um terço no bolso, ou por ter ido à Missa, ou por ter escondido um padre, ou por ser mãe de um sacerdote, como aconteceu com uma senhora, que, por isso, foi sufocada com um crucifixo enfiado na garganta. Apesar da crescente violência, muitos bispos e sacerdotes decidiram permanecer em seus postos para que seus fiéis não fossem abandonados.

Diante de tanta firmeza, os republicanos, em seus ataques, aumentavam o seu nível de violência: houve quem foi amarrado a um cadáver e largado ao sol até a morte e decomposição. O pároco de Torrijos, que se chamava Liberio Gonzales Nonvela, foi desnudado e chicoteado brutalmente; depois, foi coroado com espinhos, forçado a beber vinagre e crucificado; sendo que, antes de morrer, com um tiro, abençoou os seus carrascos. Durante a tortura, os carrascos diziam que, se ele abjurasse a fé, seria perdoado. Mas o padre repetia seu perdão aos torturadores e os bendizia. O jovem diácono Juan Duarte Martin, instado a gritar “viva o comunismo”, gritava “viva Cristo Rei”. Seu corpo foi todo perfurado por agulhas e, através delas, recebeu fortes descargas elétricas. Como ele não abjurava a fé, foi banhado com gasolina e incendiado.

Milhares de freiras foram estupradas e muitas até linchadas em praça pública. Cadáveres de religiosos foram exumados e expostos na rua. Tudo isso em nome do socialismo, do comunismo. Como poderia a Igreja apoiar um regime tão assassino?

Abaixo, algumas fotos que mostram o resultado dessa campanha contra a Igreja Católica. 

 

Fuzilamento da imagem do Sagrado Coração de Jesus

Igrejas destruídas pelos republicanos

Republicanos vestindos os paramentos dos padres

Padres salesianos assassinados

 

 

Corpos de freiras exumados e expostos nas ruas

 

Fuzilamentos: homens e mulheres no paredão!

Eis o porquê de a Igreja Católica apoiar a ação de Franco. Aliás, é costume dos detratores do catolicismo acusarem a Igreja de ser violenta e perseguidora. A verdade é que a Igreja de Cristo é que conhece perseguição e o século XX foi um tempo de martírio e sofrimento para a fé católica.

É uma pena que os mentirosos estejam distorcendo a História…