O seu André Petry, nobre articulista da revista Veja, conseguiu mais uma vez me irritar. O jornalista em questão tem a sublime mania de:
a) subestimar a inteligência do leitor;
b) falar de um assunto dando ênfase a apenas um lado da questão; e
c) usar o surrado jargão esquerdista, sempre depreciativo no que se refere à religião cristã.
Para ele, toda opinião que vem do setor cristão é sempre sinal de atraso. E na questão da homofobia, o Petry já escolheu o seu lado, sem levar em consideração a opinião dos cristãos católicos e protestantes. Ou seja, o simples fato de o sujeito ser cristão já é uma evidência de que ele está errado. Então é mister passar por cima das sandices da PL 122: se os cristãos são contra é porque é boa… Esse é o pensamento de Petry que, com certeza, levou carão da catequista quando era criança e, por isso, deixa evidente o seu ódio infantil contra qualquer coisa que tenha aspecto cristão.
Pelo seu discurso, André parece não acreditar numa moral cristão. E se posiciona sempre do outro lado do rio, no que tange à visão católica da realidade: é favorável ao aborto e à eutanásia, aplaude a causa gay e feminista, e participa dos que não cansam de dizer que os males do mundo são causados pela religião, católicos à frente. Portanto o Cristianismo é, para Petry, obscurantista, medievalizado, atrasado.
Em seu artigo, Petry usa uma estratégia manjada: começa falando da questão do negro e da luta pelos seus direitos. Com isso, o articulista insinua que a causa gay equivale à causa dos negros. Não é bem assim. A condição de um homem ser negro é intrinsecamente diferente da condição de um indivíduo ser homossexual. O que torna um homem negro? A sua origem, a cor de sua pele. Veja o caso de Michael Jackson: apesar de ter feito aquela quantidade louca de tratamentos, continua sendo o que sempre foi – um negro, afro-americano, de acordo com o jargão politicamente correto. E o que torna alguém homossexual? É a atração sexual por alguém do mesmo sexo. Portanto, apesar de alguns setores da ciência tentarem desviar o foco da questão, o homossexualismo é um desvio comportamental.
Para o cristão, Deus criou o homem, e o fez varão ou mulher. Ou seja, não criou uma terceira opção, como querem os movimentos gayzistas. Comparemos com o caso dos negros: não há opção – quem nasce negro, morre negro, mesmo fazendo aquela miríade de intervenções cirúrgicas para parecer branco. Quem nasce branco, morre branco. E mesmo sendo como aquele personagem da música “Pretty Fly”, do Offspring, continua a ser branco. E, por ser uma condição natural, a raça do indivíduo não deve ser motivo de discriminação. Negros ou brancos, todos são iguais em dignidade.
O homossexualismo não é uma condição natural. Antes é um desvio da natureza: uma criança só pode ser gerada a partir da união de um homem com uma mulher. Entre dois homens ou duas mulheres, o que pode haver? Apenas uma relação dita sexual, mas sem resultados além de um prazer orgásmico. Usando um exemplo um tanto grosseiro, mas eficaz de Olavo de Carvalho, se o seu pai, caro leitor, decidisse colocar o esperma no orifício anal de um seu vizinho, ao invés de no útero de sua mãe, você não estaria aqui para ler este artigo.
Enfim, a tal lei contra a homofobia (que é uma palavra sem sentido) é simplesmente a segurança que se dá a uma prática antinatural. Os que a defendem alegam que ela servirá também para impedir o “contínuo massacre de gays” no Brasil. Se procurarmos em jornais e revistas, veremos que, se esse é o motivo, teríamos de criar uma lei contra a heterofobia. Afinal, milhares de jovens e mães e pais de família HETEROSSEXUAIS são assassinados no Brasil. E o gay é um cidadão como outro qualquer, com os direitos garantidos pela Constituição. Tais direitos não são questionados pelos cristãos: o que se questiona é a supervalorização de uma casta que, ao que tudo indica, quer ficar acima do bem e do mal.
Em sua defesa da PL 122, André Petry esqueceu de dar voz a quem se opõe a tal lei. Com isso, dá a impressão de que os protestantes que, em uma tática meio atabalhoada, invadiram o Congresso não têm razão, agem movidos por paixão e em defesa de um preconceito. Não é bem assim. Os cristãos lutam pelo direito de exercer a sua fé em pé de igualdade com todos os outros movimentos.
A democracia pressupõe igualdade de condições para todos. A PL 122 simplesmente transforma em inexpugnáveis pessoas que, se não são inferiores, também não são superiores a ninguém.


3 comments
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Julho 3, 2008 às 3:22 pm
Jorge Ferraz
Caríssimo,
Tu podes, sim, publicar qualquer artigo do Janua Coeli onde achares por bem publicar – far-me-ás até um grande favor assim, expandindo o alcance das coisas que eu escrevo, e que peço a Deus possam ser úteis para algo. Somente peço o que é óbvio – publicar sem edições e com a referência ao original.
No mais, parabéns pelo post!
Abraços, em Cristo,
Jorge Ferraz
Julho 4, 2008 às 4:43 am
Michael Jackson Celebrity Gossip | A última do André Petry
[...] foi – um negro, afro-americano, de acordo c om o jargão politicamente correto…. Source: A última do André Petry Who Would Be A Worse Mom? Paris or Lindsey? Vote Now And Get A Free iPhone. Michael Jackson [...]
Julho 5, 2008 às 3:12 pm
valdimar
(carta enviada a edição da revista veja) pela matéria que diz que os evangélicos são homofóbicos.
http://veja.abril.com.br/020708/andre_petry.shtml
enviei para os e-mail’s:
colunadopetry@abril.com.br
veja@abril.com.br
No campo das idéias é onde a democracia exibe o seu valor. É gostoso ver discussões quando as idéias vão de encontro às idéias, não quando uma pessoa vai de encontro à outra.
Em uma discussão, é fácil desqualificar pessoas, difícil é combater as suas opiniões, e para isso acontecer demanda não apenas capacidade e conhecimento, mas caráter de quem expressa ou escreve.
É comum uma pessoa bem embasada usar expressões como: “…a sua opinião não é coerente por essa razão ou por esse motivo…”. Mas também é notável quando uma pessoa que está desprovida da razão, ou da ética e ou da moral, desqualificar não as idéias, mas a pessoa que defende uma opinião contrária a sua, posicionando assim as pessoas como oponentes, quando oponente deveria ser apenas a opinião.
André Petry, em sua matéria usou exatamente essa artimanha. Para desqualificar as pessoas que se opõem às suas idéias ele começou a sua matéria com um título duplamente depreciativo, de uma só vez desqualifica (ou tenta desqualificar) as pessoas e a fé dessas pessoas, chamando-as de homofóbicas(Título: A fé dos homofóbicos). Para exemplificar isso, seria como se em uma reunião na empresa um simples funcionário desse opinião diferente a de outra, talvez até superior a ele, e essa pessoa ao ouvir a opinião dissesse: quem é você para dar essa tal opinião, você não tem formação para isso. Você reside onde? Qual o seu cargo aqui? – Quando ele deveria desqualificar não a pessoa mas a opinião dela, dizendo, discordo de você por esse motivo, a sua opinião não é coerente por isso…”
No prosseguir da sua matéria Petry também foge do âmbito central da discussão, PL122 tenta comparar esse momento com a luta do negro em 1946. A luta do negro era e é legítima, defendia pessoas não comportamentos. Ninguém tem comportamento de negro, é negro. Ninguém é homossexual ou lésbica, se é Homem com comportamento homossexual, se é Mulher com comportamento de lésbica.
Mais cruel ainda é ver a mensagem subliminar de que “nós evangélicas como homofóbicos que somos chegamos ao pode de dizer que se devia pegar em armas para combater a proposta.”
Para o Editor da revista Veja, apenas digo que resido em Goiânia, quando posso leio a revista veja. Por ser contrário ao projeto de lei PL122, e por ser Evangélico, não faz de mim um homofóbico, principalmente pelo título, senti-me ofendido como se todos os homofóbicos fossem evengélicos ou vice e versa.
Democracia é isso, cada cidadão demonstrar a sua opinião e a defender. Homofobia é um comportamento de grupos como por exemplo os “skin reds”. Demonstrar aversão às pessoas, querer e praticar o mal contra essas pessoas. Não cabe esse título aos evangélicos. Essa matéria, começando do título tentou intimidar e até menosprezar a minha opinião e a de outras pessoas que tenham visão diferente. (ele tentou dizer: “olha você que se opõe à PL122, é um grosseiro que nem consegue interpretar o que o projeto realmente diz. Você é como as pessoas que se opuseram a luta do negro, é difícil crer que seja de boa-fé.”
Não concordo com o Projeto de lei, mas convivo e muito bem com homossexuais e lésbicas, me relaciono socialmente com todas as pessoas.
Não sou homofóbico, sou evangélico e simples defensor da livre opinião, uma pessoa que deseja o bem ao editor chefe dessa revista, ao André Petry que tão mal expressou essa matéria e a todas as pessoas, independentes de suas preferências pessoais e comportamentais.
Valdimar. Simples leitor.