vem ai a realidade!

Obama: vem aí a realidade!

Aconteceu. Barack Hussein Obama será o próximo presidente americano. O mundo entrou em convulsão orgástica: depois da beatlemania, da menudomania e da cleptomania, surge a obamamania. Um oba-oba sem precedentes em torno de um ianque (?) presidente. Qual será o próximo passo do neomessias? Andar sobre as águas? Abrir o oceano Atlântico? Seu cuspe misturado com barro abrirá os olhos dos cegos? Sua voz irá curar o câncer?

Santo Obama do Havaí, ora pro nobis!

Milhões de pessoas ao redor do mundo de joelhos imploram ao futuro líder da humanidade que ele salve todos os homens. E os conduza a uma terra prometida, onde leite e mel corram como um rio.

Quanto a mim, permaneço em vigília, diante do altar da desconfiança. Ainda me pergunto: quem é Obama? E, afinal de contas, o que ele disse de tão espetacular a ponto de convencer o mundo de que ele é o bom? Leio, reviro arquivos, procuro fontes e nada! Obama é um mistério para mim. Mas a imprensa americana, os artistas americanos e até os Simpsons me garantem que ele é bom. Só que não creio em figuras construídas pela mídia. E por que a mídia americana foi tão simpática ao Obama e tão cruel com McCain e, principalmente, Sarah Palin, chegando ao ponto de distorcer as suas declarações?

Foi uma campanha desigual. Obama teve mais visibilidade, mais dinheiro. E, sobretudo, não teve a sombra de Bush a lhe atormentar. Teve a sorte de ter o voto dos politicamente corretos e dos anti-Bush. E até dos ianques antiamericanos, aqueles que, apesar de viverem sob a sombra e a água fresca do capitalismo, consideram a sua nação como o império do mal. A juventude americana em peso votou no democrata.

Em número de delegados, o filho de um queniano deu uma “surra” no veterano do Vietnã John McCain. Mas em votos populares nem tanto. O que isso significa? Que, no fundo, os americanos estão atravessando, mais do que uma crise econômica, uma crise de identidade. De certo modo, muitos votaram em Obama para parecerem antenados com o mundo. De repente, não votar em Obama significava ser retrógrado, ou racista. Soou assim mesmo o pleito eleitoral de 2008, nos Estados Unidos.

Persiste em minha mente a sombra do mistério. Quem é Obama?

Enquanto isso, as proezas do democrata afrodescendente são cantadas em verso e prosa mundo afora. Mas quais são essas proezas?